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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Próxima sessão: Gilda

Gilda (Charles Vidor, 1946)
110 min, P&B



A trama conta a história de Johnny Farrell, um apostador recém-chegado à Buenos Aires que rapidamente se torna o braço direito de Ballin Mundson, dono de um famoso clube noturno da cidade. Johnny é apresentado à Gilda,  a bela mulher de Mundson; no entanto, este não sabe que os dois já se conheciam e inclusive tiveram um relacionamento no passado.

Gilda é o que vem à mente quando se pensa em femme fatale: mulher independente, sedutora e misteriosa que consegue atrair e manipular os homens ao redor. Considerada uma das mulheres mais bonitas da história do cinema, Rita Hayworth anunciaria "a maioria dos homens se apaixona por Gilda, mas acorda comigo".

A gente se vê nesta quarta, 26/10, às 16h na sala de diagramação da Facom.
Enquanto isso, confira Rita Hayworth no papel de Gilda interpretando a música Put The Blame on Mame, em uma das cenas mais bonitas do filme:


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Próxima sessão: Pacto de Sangue

Double Indemnity (Billy Wilder, 1944)
107 min, P&B

O agente de seguros Walter Neff, se envolve com a sedutora Phyllis Dietrichson. Juntos, planejam um esquema para matar o marido de Phyllis e ficar com o dinheiro do seguro. No entanto, o casal tem de ser cauteloso quando Barton Keys, chefe de Neff, resolve iniciar uma investigação para tentar desvendar o mistério da morte do sr. Dietrichson.
Billy Wilder talvez seja o mais reverenciado diretor da estética noir. À semelhança de Crepúsculo dos Deuses, Wilder nos oferece protagonistas que mais se aproximam de anti-heróis. Seus personagens, mesmos que movidos pela ganância, apresentam um equilíbrio entre bem e mau, mantendo a identificação do público.

O filme é uma adaptação do romance homônimo de James M. Cain, que por sua vez se baseou num crime ocorrido em Nova York no fim dos anos 20, em que uma mulher convence o amante a matar seu marido para ficar com o seguro com indenização em dobro (double indemnity).


Nesta quarta, 19/10, às 16h na sala de diagramação da Facom.

Pacto de Sangue no IMDB

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Próxima sessão: Pacto Sinistro

Strangers on a Train (Alfred Hitchcock, 1951)
92 min, P&B

Conta a História do tenista profissional Guy Haynes que conhece o playboy Bruno Antony em um trem. Bruno que lê tudo sobre Guy nas revistas de fofoca sabe que ele tenta se divorciar a tempos de Miriam para poder se casar com Anne Morton, filha de um senador influente. Bruno, que odeia seu pai, propõe à Guy uma solução para os "problemas" de ambos, uma troca de assassinatos: Bruno mataria Miriam e Guy mataria o pai de Bruno, livrando-os de qualquer suspeita, uma vez que eles não tinham nenhuma conexão.
Guy acredita que a proposta era apenas uma brincadeira. Contudo Bruno mata Miriam e ameaça acusar Guy pelo assassinato caso ele não mate seu pai.
O filme apresenta o melhor do noir. Uma trama complexa centrada na investigação de um crime e na tentativa de provar quem é o verdadeiro assassino de Miriam, a figura ameaçadora e psicopática de Bruno e personagens femininas marcantes como a própria Miriam, Anne e sua irmã Bárbara.
E, como não podia faltar num filme de Hitchcock, há uma cena da trama em que o próprio diretor aparece como figurante. É só reparar num homem carregando um contrabaixo para dentro de um trem no começo do filme.
Nesta quarta, 05/10, às 16h na sala de diagramação da Facom. Até lá!

Pacto Sinistro no IMDB

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Próxima sessão: O Terceiro Homem

The Third Man (Carol Reed, 1949)
104 min, P&B

No filme dirigido por Carol Reed acompanhamos Holly Martins, um escritor americano que vai à Viena interessado na proposta de emprego oferecida por seu amigo Harry Lime. Ao chegar na cidade, Martins é notificado que Lime sofrera um acidente e estava morto.
Não convencido com as explicações dos amigos de Harry e indignado com as acusações de que seu amigo estava envolvido em negociações do mercado negro, Martins resolve investigar por conta própria as misteriosas circunstâncias da morte de Lime.
A Viena decadente do pós-guerra ambienta o filme, que traz Orson Welles em um de seus mais carismáticos papéis (há ainda os boatos de que Welles estaria envolvido também na direção do filme). A trilha sonora, executada inteiramente em cítara, é uma obra à parte. Confira a abertura do filme e se prepare para a sessão: nesta quarta, 28/09, às 16h na sala de diagramação da Facom. Até lá!


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Próxima sessão: A Marca da Maldade

Touch of Evil (Orson Welles, 1958)
95 min, P&B

O filme dirigido e, de certa forma, protagonizado por Orson Welles conta a história de dois policiais – um mexicano e outro estadunidense – que investigam um assassinato ocorrido na fronteira entre os dois países.
Hank Quinlan, vivido por Welles, é o capitão da policia dos EUA. Desde o assassinato de sua esposa ele se tornou corrupto e manipula o resultado das investigações, fato que o leva a entrar em conflito com a honestidade do chefe da polícia Mexicana, Ramon Miguel Vargas (Charlton Heston).
O filme começa com um plano sequência de quase três minutos e continua com uma série de tomadas belíssimas no meio do deserto, cortes e movimentos de câmera únicos que revelam a maestria do diretor. A Marca da Maldade é uma ótima oportunidade para se discutir características recorrentes à estética noir. Nesta quarta, 21/09. Até lá!

Marca da Maldade no IMDB

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um texto sobre Noir

No Cinema Aberto de hoje tivemos um breve debate sobre a estética Noir e suas características. Um texto indicado para se conhecer um pouco mais o tema é o Film Noir, do Fernando Mascarello, presente no livro História do Cinema Mundial, organizado pelo mesmo.

Aqui você encontra o capítulo em PDF.

Uma boa leitura e nos vemos na próxima sessão!

Para uso em referências bibliográficas:
MASCARELLO, Fernando. Film Noir. In: MASCARELLO, Fernando (org.). História do Cinema Mundial. Campinas: Papirus, 2006, pp. 177-188.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Próxima sessão: Crepúsculo dos Deuses

Sunset Blvd (Billy Wilder, 1950)
110 min, P&B


Ambientado na Hollywood dos anos 50, o filme Crepúsculo dos Deuses narra a história de Norma Desmond, uma atriz dos tempos áureos do cinema-mudo que vive reclusa em sua mansão decadente. Ao conhecer Joe Gills, um roteirista azarado que vai parar em sua casa ao fugir de cobradores, a ex-estrela passa a sonhar com um triunfal retorno às telas.

Estrelado por William Holden e Gloria Swanson, o filme é um dos mais referenciados filmes de temática noir*. Trazendo grande parte das características da trama e da estética Noir, Sunset Blvd é um interessante ponto de partida para se debater o tema.

Nesta quarta, 14/09, às 16h na sala da Diagramação, na Faculdade de Comunicação Social. A gente se vê lá!



* Vide estatísticas no Internet Movie Database

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cinema Aberto 2011

Ficamos muito tempo sem postar nada, mas agora vai. Temos muitas novidades!
No primeiro semestre de 2011 o tema do Cinema Aberto será "O que é Cinema Trash"?

Através de oito filmes que iremos assistir, tentaremos estabelecer parâmetros para, juntos, conceituarmos e entendermos melhor o que é o cinema trash.

O que já percebemos na pesquisa feita para apresentar a temática é que não existe um só tipo de cinema trash. E isso ficará muito claro na programação (que logo logo será postada aqui!). Por isso, não se assuste ao ver no cartaz um filme que você nunca imaginaria ser trash!

Aguardem maiores informações!

Enquanto isso... estão todos convidados para o Módulo de Cinema do Pet/Facom nesse semestre. A temática é Cinema Independente Americano e o módulo está sendo ministrado pelo mestrando da Facom Lúcio Reis. A partir do dia 12/04, todas as terças-feiras, no Pet (perto do aquário) da Facom/UFJF.

A Ementa do Módulo segue abaixo, e são todos bem vindos para participar!

O “cinema independente” é uma designação que se refere a determinada parcela da produção
americana, uma prática cinematográfica que, de alguma maneira, apresenta-se como
alternativa, ou estabelece oposição ao cinema dominante (mainstream). O conceito de
cinema independente desafia definições, e muitas designações confundem-se com o mesmo,
entre elas: american new wave, new american cinema, cinema experimental, avant-garde e
underground. Pretende-se lançar luz sobre essas diversas práticas, pois dependendo do que se
entenda por “independente”, a categoria atravessa toda a história do cinema. Será analisada a
obra selecionada de alguns cineastas independentes importantes, entre eles John Cassavetes,
John Waters, David Lynch, os irmãos Coen, Spike Lee, Gus van Sant, Steven Soderbergh,
Quentin Tarantinto, Robert Rodriguez, Darren Aronofsky e George Romero, entre outros.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Scarface




Scarface é o filme que abre as discussões do segundo módulo do Cinema Aberto, com o tema "Originais X Remakes".




A versão original do filme é de 1932, e dirigido por um dos diretores mais famosos de Hollywood na época, Howard Hawks.





Já a versão remake, é de 1983, dirigido por Brian de Palma, e com a atuação do queridinho-para-sempre-mafioso Al Pacino.

Questões de gosto à parte, os dois filmes são muito bons! Nessa primeira discussões devemos debater um pouco o que são os remakes e comparar as versões desses filmes, entender seus contextos históricos e até criar uma grande polêmica de qual é o preferido!

Esperamos por vocês!





Seguem alguns links sobre remakes, para quem deseja se aprofundar no assunto:





segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Programação Setembro 2010





O Cinema Aberto está de volta nesse segundo semestre com o tema "Original ou Remake?". A idéia é conversarmos sobre essa tendência que está em alta de refazer filmes, principalmente no cinema hollywoodiano.


O debate deve girar em torno do que são os remakes, comparar as versões dos filmes, levando em conta o contexto em que ambas foram produzidas, e, principalmente, tornar acessível as versões originais, que na maioria das vezes são desconhecidas por parte do público.


Programação:


09/09/2010

Scarface – Howard Hawks, 1932

(Remake: Scarface – Brian de Palma, 1983)

16/09/2010

Guerra dos Mundos – Byron Haskin, 1953

(Remake: Guerra dos Mundos – Steven Spielberg, 2005)

23/09/2010

11 Homens e um Segredo – Lewis Milestone, 1960

(Remake: 11 Homens e um Segredo – Steven Soderbergh, 2001)

30/09/2010

Abre los Ojos – Alejandro Amenábar, 1997

(Remake: Vanilla Sky – Cameron Crowe, 2001)





Lembrando que vamos exibir somente as versões originais e receberá o certificado quem obtiver 70% de frequência.

domingo, 30 de maio de 2010

Hopper se foi



Gente, Dennis Hopper finalmente chegou no final da estrada!

Confiram a matéria, do site de Portugal: http://www.publico.pt/

É um pouco da história de Hollywood que desaparece com a morte de Dennis Hopper. Ainda hoje recordado por "Easy Rider", um dos filmes-chave da “nova Hollywood” que abanou os alicerces do sistema dos grandes estúdios, Hopper foi contudo também o fotógrafo alucinado do "Apocalypse Now" de Coppola ou, sobretudo, o vilão psicótico de "Veludo Azul", depois de ter sido actor nos anos de 1950 na televisão e em filmes como "Fúria de Viver" e "Duelo de Fogo"

Mas a verdade é que este ícone da contra-cultura psicadélica dos anos 1960 e 1970, vilão “de serviço” a êxitos como "Speed" ou "Waterworld", não tinha muito a ver com essa imagem de rebeldia. O verdadeiro Dennis Hopper estava muito mais próximo do artista nova-iorquino que interpretou em "Elegia" (2008) de Isabel Coixet, ou do seu general na série televisiva "E-Ring – Centro de Comando".

Pintor, escultor e poeta, simpatizante do Partido Republicano (para cujas campanhas eleitorais contribuiu repetidamente, embora nas últimas eleições tenha apoiado Barack Obama para Presidente), Dennis Hopper foi fotógrafo aclamado, documentando a Hollywood cujas conturbadas transformações acompanhou ao longo de quase 60 anos de carreira.

E foi também coleccionador de arte, proprietário de originais de Andy Warhol, Jasper Johns, Roy Lichtenstein ou Jean-Michel Basquiat (curiosamente, Hopper faria parte do elenco da biografia de Basquiat rodada em 1996 pelo artista Julian Schnabel).

“Lista negra” dos estúdios
Era, aliás, para uma carreira artística que Hopper, nascido em Dodge City em 1936, parecia fadado.

Mas, “mordido” no liceu pelo “bichinho” da representação, estudou no lendário Actor’s Studio, e estreou-se como actor em 1955; na televisão, alinhando em todas as grandes séries da época, e no cinema com um contrato com a Warner Bros., iniciado com um papel secundário no lendário "Fúria de Viver" (1955), de Nicholas Ray, onde se travou de amizade com James Dean. A sua guerra surda com o veterano Henry Hathaway nas rodagens de "O Homem que Não Queria Matar" (1958), contudo, pô-lo na “lista negra” dos estúdios, levando-o a regressar à fotografia como actividade principal.

O que salvou Hopper foi a contra-cultura psicadélica da Costa Oeste e o seu encontro com dois outros actores emergentes, Peter Fonda e Jack Nicholson. O resultado foi a sua estreia na realização, "Easy Rider" (1969) — road movie de um novo tipo, onde dois hippies motociclistas (Fonda e Hopper) atravessavam as paisagens míticas dos EUA e encontravam o oposto do “sonho americano”.

Influenciado por cineastas experimentais como Bruce Conners e filmado independentemente por 400 mil dólares, "Easy Rider" tornou-se num fenómeno estético e cultural gigantesco (e global, vencendo o prémio de Melhor Primeira Obra em Cannes). Juntamente com o êxito de "Bonnie and Clyde" (1967), de Arthur Penn, o filme abriu as portas à “nova Hollywood” - a geração de cineastas que, encabeçada por Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Peter Bogdanovich ou William Friedkin, tomaria de assalto a “Meca do Cinema” nos anos seguintes.

Mas o desastre crítico e comercial do seu segundo filme, "The Last Movie" (1971), cuja rodagem turbulenta no Peru foi acompanhada por um prodigioso consumo de álcool e drogas, tornou-se numa antevisão do que aconteceria a essa geração de cineastas, literalmente intoxicados pelo poder.

“Queimado” em Hollywood, Hopper passou os anos 1970 a alinhar papéis de subsistência em filmes de baixo orçamento, com participações em "O Amigo Americano" (1976), de Wim Wenders, ou "Apocalypse Now" (1979), de Coppola, a mostrarem que o seu talento andava a ser subaproveitado.

“Eu sou o Frank Booth”
A verdadeira reabilitação viria depois da sua desintoxicação, quando insistiu com David Lynch para que o deixasse interpretar o psicótico Frank Booth em "Veludo Azul" (1986) — porque, segundo reza a história, Hopper teria dito a Lynch que “eu sou o Frank Booth”, numa referência velada às suas vivências extremas dos anos 1960 e 1970.

A força da sua interpretação, combinada com a nomeação nesse mesmo ano para o Oscar de melhor actor secundário no filme "A Raiva de Vencer" de David Anspaugh, ressuscitou-o para Hollywood. Permitiu-lhe regressar à realização (com "Los Angeles a Ferro e Fogo", de 1988, "Testemunha Involuntária" e "Ardente Sedução", ambos de 1990, e "Guardas Prisionais", 1994) e filmar com gente tão díspar como Alex Cox, Tony Scott, John Dahl, Abel Ferrara, Allison MacLean, Ron Howard, George A. Romero ou Wim Wenders.

A sua última prestação como actor ocorreu na comédia de Linda Yellen "The Last Film Festival", ainda inédita.

Hospitalizado de urgência em Setembro de 2009, foi diagnosticado com cancro da próstata em estado avançado, e fez a sua última aparição em público a 26 de Março último, quando da colocação da sua estrela no Hollywood Walk of Fame, o célebre “Passeio das Estrelas”.

Dennis Lee Hooper morreu em sua casa em Los Angeles na manhã de 29 de Maio de 2010, aos 74 anos de idade. Casado por cinco vezes, deixa quatro filhos e dois netos.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Jim Jarmusch nesta quinta-feira!


Pessoal, o filme dessa quinta-feira do Cinema Aberto é Strangers than Paradise, de Jim Jarmusch.
A sessão será na sala 10 da Facom, às 18h.

Para quem se interessa,
Segue abaixo um texto do próprio diretor falando sobre a obra.


By JIM JARMUSCH NYC MARCH 1984

The STORY : STRANGER THAN PARADISE is a story about America, as seen through the eyes of ‘strangers’. It’s a story about exile (both from one’s country and oneself), and about connections that are just barely missed.

The STYLE : While shooting the film someone outside the production asked me what kind of film we were making. I wanted to tell them that it was a ”semi-neorealist black-comedy in the style of an imaginary Eastern-European film director obsessed with Ozu and familiar with the 1950’s American television show ‘The Honeymooners’”. Instead I mumbled something about it being a minimal story about Hungarian immigrants and their view of America. Neither answer is right, but the question made me aware that its easier to talk about the style of the film than ‘what its about’, or what happens in the story.

I wanted the film to be very realistic in its style of acting and the details of its locations, without drawing much attention to the fact that the story takes place in the present. The form is very simple : a story told in fragments, with each scene contained within a single shot, and each separated by a short period of black screen. (This form was originally ‘inspired’ by financial limitations, and limitations in our shooting schedule--but these were known before the script was written, and we wanted to turn these limitations into strengths.) Carl Dreyer, in one of his essays, wrote about the effect of simplification, saying that if you remove all superfluous objects from a room, the few remaining objects can somehow become ”psychological evidence of the occupant’s personality”. Instead of applying this idea just to physical objects in STRANGER THAN PARADISE, it is applied to the formal way the story is told. Simple scenes are presented, in chronological order, but often independent from one another. Only selected moments are presented, eliminating, for the most part, points of ‘dramatic action’. Films must find new ways of describing real emotions and real lives without manipulating the audience in the familiar, maudlin ways, and without the recently fashionable elimination of all emotion. [End page 1]

The ACTING : Given this style, the acting becomes even more critical. In this form, every shot is a master shot. Cutting cannot improve the performances through selection or elimination. If mistakes are made by the actors, the scene must be completely reshot. Scenes were carefully scripted and rehearsed in advance, but with freedom for the actors to bring their own ideas to the characters while rehearsing. The central actors are not highly trained ‘dramatic’ actors : John Lurie is a musician/composer/performer/actor, Eszter Balint is a member of Squat Theater (whose plays do not use realism as their foundation), and Richard Edson is also a musician/composer/performer. But these actors were able to create realistic characters, hopefully without ever calling attention to themselves as ‘actors’. Nick Ray used to insist that if you even stop to think about the ability of a given actor in a film, then you have lost the character being portrayed, and the acting is useless.

The CINEMATOGRAPHY : Once again, because of the style of this film, each shot had to be choreographed, in terms of the action and the camera. Many shots are static, while others follow the characters, changing compositions and perspective within a given shot. Tom DiCillo and I tried to make each shot as simple and as strong as possible, while reinforcing the central ‘feeling’ of each scene. It was also important to us to create a kind of uniform atmosphere throughout the film. STRANGER THAN PARADISE includes three sections (or ‘chapters’)-- each filmed in a different par of the U.S. : THE NEW WORLD (filmed in New York), ONE YEAR LATER (filmed in Cleveland) and PARADISE (filmed in Florida). Even though these locations each have a very different feeling, we accentuated the sameness through lighting, filtration, and composition of shots. Of course, filming in black & white enabled us to eliminate information (color) that was not necessary to our story. In the end, the effect of the cinematography and the form of the film, suggests a photo-album, where individual photos are surrounded by black spaces, each one on a different page.

Transcribed by Ludvig Hertzberg


domingo, 23 de maio de 2010

We blew it!


Easy Rider – O símbolo do Road Movie

Em nosso primeiro encontro do Cinema Aberto foi exibido o filme Easy Rider, de 1969, dirigido por Dennis Hopper, produzido por Peter Fonda e com os dois como protagonistas.

A discussão girou em torno dos objetivos das atividades e de uma possível delimitação de características dos Road Movies enquanto estratégia de discurso cinematográfico.

CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA

Easy Rider é fruto de uma geração que viveu o fenômeno da contracultura nos Estados Unidos. Uma geração que presenciava a Guerra do Vietnã e se pautava por elementos da cultura hippie, do movimento new age e pela busca da liberdade.

O amor livre, o uso de drogas enquanto busca por outras percepções de mundo e a música rock n´roll ditavam todo um modo de comportamento. Pela primeira vez a geração se via retratada nas telonas.

O filme Easy Rider é um exemplo bem consolidado de Road Movie pois constrói um duplo diálogo em relação ao momento em que surgiu no cinema hollywoodiano e em relação à sua temática e a forma como a sociedade lidou com ela.

Já na década de 60, os antigos produtores viviam uma grande estagnação e talvez os últimos dias da Hollywood como conheciam. Já se passara o tempo das grandes produções de estúdio, dos clássicos westerns, noirs e consagrados musicais. Surgiam nos EUA as primeiras escolas de cinema e jovens cineastas que buscavam por um meio de produzirem seus filmes e conseguirem visibilidade.

As chances não eram muitas, pois a grande maioria das produtoras estavam nas mãos dos velhos e tradicionais nomes da produção cinematográfica, pouco favoráveis a mudanças.

Paralelamente a esse movimento nos EUA, e talvez um dos principais influentes na produção que viria acontecer posteriormente, acontecia na Europa a Nouvelle Vague, um dos mais importantes movimentos da história do cinema mundial, que revolucionava o modo como cinema seria visto. Além disso, fenômenos de um cinema pós-guerra podiam ser vivenciados no norte europeu e no oriente.

A relação de amor e ódio que se estabeleceu entre cineastas americanos e a nouvelle vague foi fundamental para a produção de ambos os movimentes. A Nova Hollywood surgiu em resposta aos clássicos do movimento europeu, e ao antigo sistema hollywoodiano estabelecido nos EUA.

Alguns dos primeiros filmes da Nova Hollywood foi Bonny&Clyde (Arthur Penn, 1967), que também pode ser considerado um Road Movie, juntamente com A Primeira Noite de Um Homem (Mike Nichols, 1967). Esses filmes mudaram todo um paradigma de linguagem e narrativa estabelecido pelo cinema clássico norte-americano.

Em meio a esse contexto de contracultura e de Nova Hollywood, surge Easy Rider, um símbolo tanto de revolução no cinema, quanto em relação à sua temática e ao modo como lida com o espectador, gerando profunda identificação.

A própria história da produção do filme é um tanto conturbada. Dennis Hopper chegou no final das gravações já bem “doidão” e para terminar o filme, Fonda teve que distraí-lo para conseguir terminar a montagem do filme. Conseguir uma boa distribuição foi difícil no começo, mas com a grande aceitação do público após sua estréia, logo ganhou prêmios e se consagrou.

A ESTRADA

Jack Kerouac talvez seja o grande símbolo do gênero Road. Penso que sem a existência do seu best-seller On The Road não houvesse tanta repercussão em torno do tema. Kerouac retratou de forma magistral as grandes viagens e reflexões da vida na estrada. E foi ali que se formou uma relação de cumplicidade entre aquele que busca e a estrada.

A busca pela liberdade, a busca pela América, a busca por conhecer a si mesmo. Não importa o que é buscado, a estrada é o lugar ideal para não se achar o que se quer, mas sim para continuar sempre buscando. É o lugar nenhum, é a catarse, é o renegar dos valores tradicionais da vida nas cidades, das convenções e das regras.



Por Marina Botelho